segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Descoberta de Cambridge pode revolucionar teletransporte quântico

                                         Editora Globo

Einstein deve estar se revirando no túmulo. Depois de passar a vida inteira rejeitando a teoria do entrelaçamento quântico, ele provavelmente não ia gostar de ver esse estudo da Universidade de Cambridge, que além de reforçar a existência e a importância do entrelaçamento, também dá uma nova perspectiva para as futuras técnicas de teletransporte ao sugerir uma pequena subversão no processo. 

A ideia de entrelaçamento quântico parte do conceito de dois objetos ou partículas que estão tão interligados que um não pode ser descrito sem que se faça referência ao outro. Mas o que os físicos de Cambridge, da University College London e da University of Gdansk estão propondo é que “o estado emaranhado seja ‘reciclado’, para que a passagem entre partículas permita o teletransporte de objetos múltiplos”, de acordo com o site da tradicional instituição britânica. Eles também elaboraram um protocolo que possibilita o teletransporte de vários qubits ou bits quânticos (unidade de informação quântica). 

“O entrelaçamento pode ser pensado como o combustível que move o teletransporte e nosso protocolo deixa esse combustível mais eficiente” afirmou Sergii Strelchuk, coordenador da pesquisa. Além do teletransporte, essa pesquisa também pode ser útil para a computação quântica, área da ciência que se dedica a criar um computador com uma eficiência e rapidez inimagináveis para os padrões atuais – desafio considerado pelos pesquisadores como um dos maiores da física moderna.

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